quinta-feira, 2 de julho de 2009

Romper...


Um grito angustiado invade a antes silenciosa madrugada!!!

Foi mais um sonho...não, mais que isso não é apenas sonho.... vi claramente suas intenções... tua boca, teus olhos, teu corpo tentam me enganar... mas sua alma foge na madrugada em busca da minha para te condenar...

Nem mesmo você vê o que está fazendo... não sangra mais meu coração sangra a alma... você a tortura e a aprisiona.. talvez teu egoísmo tenha rompido às raias do exagero... fecha-se em teu mundo mas não liberta minha alma...

Será que não vê?? Não entende??? Quanto mais me sangra... mais me corta... mais me aprisiona... mais longe fico de você... e pra nunca mais voltar!!!!

Minha sanidade abre outdoors em minha consciência, não em imagens fixas mas em filmes e filmes... que sempre repetem o mesmo enredo...

Até quando acha que vai poder se alimentar?!!?!

Subestima meus Sentidos.. ignora minha inteligência!!

As correntes estão se partindo... e quando isso acontecer tudo que vou querer é ir para o mais longe possível!!!

Não tenho mais lágrimas!! As unhas não marcam mais a pele!! Nem forças pra gritar me sobraram!!

Agora me sento ou deito!! E assisto a mim mesmo!!

O fim está próximo!! Junto dele e com ele... vem toda minha vida de volta!!!

Não queira entender minhas palavras!! Nem ouse achar que são pra você!! É meu jeito de libertar minha alma!!! Romper o silêncio que me impõem!!

Não me olhe com pesar... não quero lágrimas na despedida... nem quero despedida... quero que a porta se feche pois vou abrir a janela e contemplar um novo amanhecer!!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Amor Demais...


Quero invadir teu ser...

Impregnar em sua alma...

Quero ultrapassar os limites da memória..

Quero invadir seus sonhos...

Quero ser teu alimento, teu ar...

Quero ficar tatuado no teu corpo...

Gravado no coração...

Quero ser o ar, o alimento.. a sede, o desejo...

Quero ser vc... pq assim serei eu...

Almas unidas, corpos colados,

Quero ser a segunda pele,

Teu reflexo no espelho..


E sabe Por que??


Não sei amar de pouquinho...


Meu amor é turbilhão e não conta-gotas...

Meu amor é entrega e não troca...

Meu amor inflama e não queima...

Não sei amar pela metade...

Não sei impor limites... rédeas ....

Não sei ser racional...

Sou entrega, sentimento, intensidade...

Sou visceral...


Sangro.. dilacero...

Dou mais do que tenho..

Vou sem pensar no caminho de volta...

Por que pra mim não tem volta...

Quem ama com a “cabeça”.... não conhece o próprio coração!!


terça-feira, 23 de junho de 2009

Prantos...





Dos meus olhos escorrem lágrimas...

E com elas meus sentimentos...

È tudo uma escolha tua...

Está em suas mãos...

Uma hora secarão as lágrimas...

E morrerão os sentimentos...

E você em mim... nem será lembrança....

Alex Sandro.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

...Silêncio...


Na calada da noite fecho os olhos...

Na calada da noite imagino o amanhã (agora)...

Na calada da noite tento esquecer o que já fui...

E a noite fica calada...

E minha alma se cala...

E ela ficou calada!!

E eu então... também me calo!!!

...silêncio..

Alex Sandro



quarta-feira, 17 de junho de 2009

Eu Te Amo!! Pra combinar com o contexto!!




Era noite... há meses eles vinham ensaiando esse encontro!!!

No íntimo... cada um queria ser apenas amado... mas.. ninguém queria perder a “vida” que

levavam...

Aquele encontro prometia muito... poderia ser o encontro de duas almas gêmeas... mas no fundo eles tinham medo... medo de ser “verdade”... medo de se apegarem a alguém de verdade... (it´s ironic... lembrei-me da música) ...

Renato escova os dentes.. olha o espelho sorri e ajeita o cabelo... prepara o melhor de si, (coloca a mão no bolso e sente a camisinha); realmente não falta nada pensa ele...

Lívia se maquia, em sua cabeça mil imagens de contos de fada passam... escuta sua amiga elogiar (moravam numa república), de volta aos pensamentos ela se lembra de olhar sua bolsinha de couro reluzente e vê que lá está sua camisinha e pensa - se ele não levar eu tenho, vou me cuidar!! – levanta e desce até a sala à espera dele.

Renato pára de carro à porta de Lívia, busina, logo a porta abre e ele vê saindo da casa uma linda morena, seu coração dispara ( o resto do corpo também)....

Lívia entra no carro, sente o perfume cheiroso e caro de Renato, logo seu coração dispara (e o resto do corpo também)...

Já se falavam há semanas, tinham gostos em comum, gostavam da companhia um do outro, sentiam “aquela coisa gostosa”, parecia tudo perfeito....

A noite se encaminhava de forma maravilhosa, até que num momento de maior proximidade surge o primeiro beijo, turbilhão de emoções divididas; calor, frio, fraqueza, arrepio...

A noite ficou mais calorosa... olhares mais íntimos... sorrisos mais abertos...

Resolveram então ir a um lugar mais calmo...

Nesse lugar se “amaram”..., corpos suados, entrelaçados misturados aos lençóis...

Renato e Lívia se olham... e dizem.. Eu te Amo...

Pra não sair do contexto!!!

Ai eu pergunto?? Cadê o Amor???

domingo, 31 de maio de 2009

Desatinos....


Desatinos....

É noite.. ele se despede de sua namorada...
Ela tão atenciosa, dentro do seu possível, fazia de tudo para acalmar teu coração... (ele nunca tinha entendido o valor disso)...
Ela morava numa cidade próxima, 35km de onde ele morava. Ele saíra tarde, mas não era na verdade isso que o fazia correr... ele queria fugir... ele queria se libertar daquilo que inflamava seu peito...
Se dirigiu à saída da cidade... correndo na madrugada... nem sua jaqueta grossa nem seu capacete o protegiam do frio cortante...
Alheio a tudo... viajando nos devaneios de sua mente.. ele só acelerava... os carros passavam como fachos de luz... as pessoas não lhe chamavam a atenção.. os buracos nas ruas eram divertidos obstáculos que ele nem sabia mesmo se queria desviar...
A moto se dirigiu para a rodovia e com ela vinha o breu da noite, nem mesmo assim ele deixava de acelerar.Não era mais para sentir emoção ou para testar os limites da sua máquina, aquilo tudo tinha um sombrio propósito.
Ele parecia querer antecipar o destino que é igual a todos.. o fim...
Era amargo o gosto q vinha na sua boca, era forte o aperto no peito. Ele buscava tudo, ele havia acreditado, e por acreditar, acabou se fechando para o que dê mais importante tinha. É irônico, como as vezes, até as boas intenções precedem um desagradável acontecimento. Ele nunca aceitou algo tão óbvio...
As curvas eram fechadas.. a noite escura, a estrada reservava uma surpresa no fim de cada curva, no limite e até além dele ele rasgava as retas e curvas, mal enxergava a estrada na noite; teus olhos, em meio às lágrimas, viam pequenas marcas brancas no meio da pista. Quando o “desejo” lhe era mais forte nas retas ele tentava enxergar ao máximo o horizonte, então apagava as luzes e desaparecia no meio da escuridão... nada mais se via naquela estrada e por mais que o medo pudesse aterroriza-lo o sórdido prazer do desafio o mantinha seguindo...
Por tantas vezes ele fez isso, por tantas vezes fechado em seu mundo, ele viveu seus turbilhões de emoções; até aquele momento ele não entendia que a liberdade que ele queria não seria resolvida com o fim de seus dias.
Nunca mais ele desafiou o seu destino...

Alex Sandro


01/06/2009

sábado, 30 de maio de 2009

“...O poeta não morreu... foi ao inferno e voltou...”



Era madrugada, noite fria, escura...
A visão ainda era turva, em meio às lágrimas que ainda teimavam a correr pelos olhos tristes ele mais uma vez voltava à realidade...
Nesses últimos meses ele havia mudado tanto. Não mais sorria, chorava pelos cantos ou à sua mesa de trabalho enquanto a sua sala estava vazia...
Todos estavam à sua volta, alguns pareciam sentir que algo estava diferente outros achavam que era mais um de seus “charmes”... no entanto.. dentro de si a tempestade estava à todo vapor. Tempos atrás, ele (poeta), tinha uma outra dimensão do que era o “Amor”, no entanto, a vida pôs toda sua “crença” à prova...
Nesses dias revoltos preenchido de uma solidão aterradora ele perdeu a fé naquilo que era sua força motora...
Havia amado por tantas vezes e sofrido tantas outras... mas dessa vez não, dessa vez ele não entendia porque essa “perda” doía tanto dentro do peito.
Por tantas vezes ele “desacreditou” bem mais do que podia... por tantas outras a – vida – lhe deu outra “chance”.
Até então, entre lágrimas e delírios doentios, ele olhava tudo por um único prisma... assim foi passando o tempo... o sufoco e a dor só aumentavam e o que era tormento começou a lhe tirar a sanidade...
Não... não era sonho... era pesadelo em vida real, a dor insistente diante da impotência dos fatos, nada mais estava ao seu comando, lágrimas, pensamentos, dor, devaneios, dor... dor... dor...
O “eco angustiante” não cessava, parecia que o universo havia conspirado a favor da loucura!! Todos os caminhos o levam ao fundo do poço...
Nenhum fator externo mais lhe era positivo, se sentia sufocado, angustiado preso ao próprio corpo comandando pela loucura mais negativa dos sentimentos. Nada mais lhe dava prazer.
Até então ele via poesia nos bons e maus momentos... agora as linhas ficavam rabiscadas, em teu caderno rabiscos sombrios, na tua mente, idéias deturbadas. Porém uma guinada lhe trouxe de volta à realidade... então ele entendeu que havia se perdido... sua fé se perderá pelo fato de não aceitar que amores vêm e vão... e pro poeta o que fica é a essência do sentir.. e não o toque de quem se ama...
Abraçando o travesseiro uma última lágrima cai...poderia não ser o fim do “inferno” mas era o rumo do caminho de volta...
Então o poeta adormeceu com a certeza que tudo ainda vale à pena.. mesmo que as pessoas, com seus atos, tentem fazer parecer o contrário...
Talvez ele volte a sonhar...

Alex Sandro 30/05/2009 22:34hrs